quarta-feira, 3 de abril de 2019

O fim do Google Plus e redes sociais que não deram certo

[Opinião]

Wallace Vianna é designer e desenvolvedor web

O Google+ (ou Google Plus) encerrou suas atividades para o público em geral no ultimo dia 31 de março. Mas continua para o uso corporativo (ou usuários do Google suite).

O Google Plus veio para tentar ser uma segunda opção ao Facebook, que engoliu o Orkut na preferência dos internautas de rede social. O sucesso foi tal que o Facebook hoje corre o risco de ser desmembrado em varias empresas separadas para evitar monopólio, semelhante a um processo que quase atingiu a Microsoft com o Windows. O gigantismo do Facebook realmente impressiona: 2 em cada 7 pessoas no mundo estão nessa rede social. Mas o Google Plus, assim como o Orkut, tentou fazer por onde para ser ao menos o segundo lugar.

Imagem: oficina da net



Logo no início do G+ eu me lembro que haviam membros postagens polêmicas, que pareciam pedir pras pessoas criarem discussões acaloradas sobre temas comuns (qualquer coincidência com um certo presidente latinoamericano é mera semelhança). Não tenho provas, mas  pra mim essas postagens não eram nada além do que pessoas pagas pelo próprio Google pra "começar tretas" e alavancar o popularidade desta rede.

O G+, assim como os demais sites do Google, ajudava a posicionar melhor perfis nas buscas do Google, se trabalhados de forma adequada. Profissionais de marketing digital lamentam o fim dessa rede social, apesar de o GMN/Google Meu Negócio ter sido criado recentemente para preencher essa lacuna de mercado. Aliás, se o Google abrir os olhos a tempo, o GMN pode vir a ser uma rede social voltada a negócios online, um tipo de Linkedin do Google, p.ex.

Quando dados dos usuários desta rede vazaram na internet em 2018, foi a gota d'agua para dar fim a este site; logo após essa notícia, milhares de postagens pornográficas começaram a aparecer no G+, um indicador de que a rede estava se esvaziando de conteúdo relevante.

Se fosse dar uma sugestão para o Google ou qualquer outras rede social que deseja disputar um segundo ou terceiro lugar na preferênciados internautas, seria: não reinvente a roda. Faça uma rede social com tudo aquilo que já existe e é sucesso, e invista nos pontos fracos da concorrência. O Facebook faz isso diariamente, com grande sucesso (prova disso é ele estar copiando o Linkedin com ferramentas de tutoria profissional - mas neste caso sem grande qualidade, diga-se de passagem).

Enfim, foi bom enquanto durou G+. Não vai deixar saudades como o Orkut, mas como diria o poeta, foi eterno enquanto chama.

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