sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Porque usar software livre?


(Opinião)

Software livre é uma comunidade de programadores e usuários em torno de programas de computador de código aberto, uma opção entre o software pago e o software gratuito, que como tudo na vida carrega seus prós e contras. Comento aqui minhas impressões e trajetória no uso dessa modalidade de software.

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Porque o Windows precisa mudar


Imagens: Shopel e CasaDora

(Opinião)

O Windows 11 está fazendo o mesmo caminho do Windows 8: desagradando a maioria e mantendo a versão anterior (10) no mercado por mais tempo que o desejado pela Microsoft, repetindo o sucesso do Windows 98, XP, e 7.

São atualizações que trazem mais defeitos do que soluções, alta exigências dos equipamentos, interface que não empolga nem desanima... Mas as soluções existem.

Num laptop "popular" com HD de 64 GB o Windows 11 (atualizado) chega a ocupar mais de 50 GB(!). Então está na hora do Windows vir na placa-mãe e as atualizações ficarem no HD.

Nem tudo que vem no Windows o usuário vai querer - de programas embarcados de fábrica pela Microsoft até os programas da fabricante do computador. Então ter um "Windows mínimo", pro usuário baixar apenas os recursos que se desejar (software modular como os CMS) é algo necessário. 

Outra coisa necessária em tempos de Linux e Android (Sistemas Operacionais livres e gratuitos) seria haver um Windows gratuito suportado por propaganda e um pago, livre disso e com bônus.

Não precisa virar um Linux nem um MacOS. Talvez um meio caminho como o ChromeOS da Google ou o HyperOS da Xiaomi, com qualidades e facilidades pensadas pra integrar um único S.O. a diferentes equipamentos seja o que falta ao Windows.

Ou seja, o Windows merece uma evolução seja no modelo de venda como na arquitetura de software. E os usuários agradecem...


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Hardware livre

Wallace Vianna é designer e blogueiro 

Parece que o hardware livre voltou a caminhar para além do monitor, teclado ou mouse: um laptop compacto voltado apenas para escrita.

Espero que esse Zero Writer ou "PC para escrita" seja o primeiro passo para que surjam impressoras, scanners e celulares de código e equipamentos livres foi como o da Google, que permitam as pessoas adquirirem equipamentos e fazerem atualizações a um custo razoável.

sábado, 3 de janeiro de 2026

Google Notebook LLM: primeiras impressões

Wallace Vianna é designer



Comecei a testar o Google Notebook LLM (GNL) assim que comecei a ler sobre ele na internet. A premissa é boa: num só lugar poder reorganizar, resumir, reapresentar informações multimídia (texto, áudio, imagens, vídeo). Pra quem estuda isso é fundamental pra agilizar o aprendizado; pra quem precisa fazer apresentações ou relatórios é um ganho de produtividade absurdo. Mas ao fazer testes...

Uma coisa que é básica ao analisar tecnologias, serviços é fazer testes extremos, do mais simples ao mais complexo e nesse quesito o Google Notebook LLM ainda é uma promessa pro futuro do que pro presente. Testei a versão no navegador web e no aplicativo de celular; em PC e smartphone e as diferenças foram pequenas.

Usar a URL de um site e pedir resumo não funcionou, pois o GNL ainda precisa aprender a separar a informação do entorno (página web) e isso inclui imagens e propagadas no meio do texto. Tive de usar o famoso copiar e colar texto, mesmo.

Acredito que com conteúdo de vídeo fazer um resumo seja mais tranquilo, embora as propagandas estejam inseridas ali também, seja dinamicamente (por programação) ou no próprio conteúdo.

Gerar conteúdo reformatado (apresentação, cartões de jogos, áudio) entra nesse rol de dificuldades, pois, mas minhas tentativas, o GNL não conseguiu converter conteúdos (somente texto!) em todos os formatos oferecidos, o que pode ser tanto uma limitação do conteúdo (informação difícil de ser convertida em outra linguagem de comunicação ou formato) como do aplicativo.

Enfim, bato palmas pra iniciativa, tem tudo pra evoluir a partir do momento em que o usuário do site consiga informar onde começa e termina o conteúdo relevante ou o aplicativo consiga descobrir isso por si mesmo (o que seria o ideal).

Google, IA e buscas na internet: novos paradigmas

 Wallace Vianna é designer

Imagem: FreepikJuice FishPetaPixel

Demorou mas finalmente as IAs/Inteligências Artificiais - as mais famosas - estão adotando os buscadores de internet como principal parâmetro pra exibir resultados.

As IAs menos famosas faziam isso desde o início, mas agora gigantes como ChatGPT e Gemini estão indo além dos bancos de dados coletados na internet (sites específicos ou verticais) e considerando os resultados de buscadores de internet (sites genéricos ou horizontais).

Isso não significa que o GEO (ou otimização para mecanismos Generativos) vai deixar de existir ou que as IAs vão priorizar o SEO (Otimização para Mecanismos de Busca). Creio que ambos conceitos e outros novos que surgirão como o AEO (Otimização de Mecanismos de respostas) - uma divisão da IA generativa - irão fazer parte do nosso dia a dia profissional.

Então o foco das nossas presenças na internet parece ter voltado aos buscadores tradicionais; mas ficar atento às novas tendências do mercado sempre será fundamental.

domingo, 23 de novembro de 2025

Redes sociais e anti-sociais

Wallace Vianna é designer e blogueiro

Imagem: Freepik e Piki Super Star

[Opinião]

Não é de hoje que o Facebook se tornou uma pedra no sapato pra Mark Zuckerberg.

Desde o escândalo eleitoral envolvendo o Facebook e a Cambridge Analitica (manipulação artificial de usuários via rede social) essa rede se tornou um problema; o que antes era conhecido de seus usuários se tornou público para quem nem usava a rede. O modelo de rede social que o Facebook difundiu pelo mundo faliu: a retenção artificial de usuários pra vender propaganda virou estímulo à comunicação tóxica. A moderação da comunicação tóxica deu lugar a moderação de baixa qualidade.

Isso explica em parte certas ações da Meta, proprietária do Facebook, InstagramWhatsApp e Threads, como compartilhar postagens entre as redes e até compartilhar usuários - pra usar o Threads é necessário conectá-lo à sua conta do Instagram (e não do Facebook!). 

Trazer conteúdos e usuários de outras redes é uma tentativa de melhorar a frequência de pessoas e a qualidade das postagens.

Certo, a Meta também deseja criar um ecossistema semelhante a redes abertas e concorrentes como o Mastodon e BlueSky, mas as semelhanças param aí.

Outra ação que diz muito mais nas entrelinhas é moderação do Facebook. Há algum tempo ela tem sido igual ao garçom que joga água com sabão no chão, sinalizando aos clientes que precisam ir embora, pro o bar poder fechar. Nesse caso a moderação ruim era uma desculpa cujo o objetivo parecia ser (é?) esvaziar o Facebook.

Mark Zuckerberg nunca poderia simplesmente acordar e mandar fechar o Facebook (como justificar isso pros investidores e anunciantes?) por mais inconveniente que essa rede tenha se tornado. Mas se ela se esvaziasse por si mesma como o finado Orkut, nenhum problema - muito pelo contrário!

O fato da Meta ter criado uma nova rede social -  a Threads - um microblog num formato distante do Facebook é mais do que um desejo de progredir, é um sinal de reconhecimento da falência do Facebook como modelo de rede social. É o caso do filho pródigo que virou ovelha negra: alguém que merece ser afastado mas não pode ser deserdado.

A lição que fica é que redes sociais como o Orkut dificilmente teriam sucesso, hoje. E que redes sociais são um espaço social onde o modelo de conduta tem que vir de cima e ser presente; e que a propaganda é necessária, mas não deve ser a única medida numa rede social.



quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Aplicativos desktop, online e offline


Protopea.com recupera arquivos quando o navegador trava ou fecha.


Opinião
Assim como a responsividade e UX/UI dos sites na web ainda precisa melhorar, as aplicações online ainda tem um certo caminho a percorrer, para se equivaler às aplicações offline ou em micros de mesa/desktop. Eu utilizo o programa online Photopea, gratuito (suportado por propaganda) equivalente a um outro  famoso programa pago - lembrando que software livre, gratuito e pago não concorrem no mercado; assim sendo, softwares da mesma categoria e com mesmo modelo de negócio (faturamento) é que concorrem entre si.

Posto esse cenário, discuto aqui algumas características do software online e offline: