Wallace Vianna é designer e blogueiro
Imagem: Magnific e PCH Vector
No tempo de nossos bis/avós havia a figura do médico de família, que atendia e conhecia seus pacientes durante toda a vida. As empresas (familiares) seguiam quase o mesmo caminho.
Esse estado de coisas está sendo cada vez mais raro e valorizado, e os exemplos são muitos:
O Yahoo está encerrando o Yahoo Notas, assim como encerrou o Yahoo GeoCities e Yahoo Answers. A pergunta que fica não é nem tanto o que vai restar do Yahoo mas sim o quanto vale usar serviços de terceiros, uma vez que estes podem ser encerrados a qualquer momento.
O Google também é outro campeão de serviços descontinuados, tanto que hoje eu só uso de fato dois: o e-mail e o Drive.
A Microsoft também sofre de descontinuidade mas pelo menos mantém o serviço, mudando o nome: por exemplo o antigo Hotmail.com hoje é Outlook.com.
Na verdade, serviços são empresas que por sua vez podem ser vendidas ou encerradas. O que permanece é o conceito ou serviço (necessidade atendida) por trás deles. Assim sendo, durante nossas vidas temos de procurar encaixar nossas demandas independente do serviço A ou B e temos de estar prontos para migrar para qualquer serviço novo ou vizinho. A qualquer hora.
A alternativa de viver independente dos serviços a nossa volta não é muito prática, a não ser que sejamos ricos o bastante pra construir nossa auto suficiência ou vivamos como os indios, à margem da civilização. Então algumas sugestões se fazem bem vindas:
- Ter arquivos de trabalho sempre duplicados em formato proprietário e formato universal. Ou em formato universal, apenas.
- Ter backup de arquivos copiados em mais de um lugar. P. ex. em disco virtual de terceiros e em hospedagem paga
- Usar mais de um serviço pro mesmo fim: e-mail gratuito em conjunto com o e-mail de seu dominio, pago.






