(Opinião)
Software livre é uma comunidade de programadores e usuários em torno de programas de computador de código aberto, uma opção entre o software pago e o software gratuito, que como tudo na vida carrega seus prós e contras. Comento aqui minhas impressões e trajetória no uso dessa modalidade de software.
Uso pessoal
Comecei a usar software livre inicialmente quando percebi que softwares pagos ou com versão gratuita por tempo limitado eram muito grandes para as minhas necessidades. Instalar o Adobe Acrobat só para ler arquivos PDFs era algo que ocupava um espaço desnecessário no meu computador.
Um outro motivador é evitar vírus em meu computador. Se puder evitar de colocar em meu PC vírus vindos de software pirata, muito melhor, até porque, com a internet está cada vez mais difícil usar software pago pirateado. Além do monitoramento do software pago via internet (usar PC desconectado da web é cada vez mais raro) é muito fácil o fabricante descobrir os desbloqueadores existentes e criar bloqueios para seu software.
Não esquecendo que há softwares que são necessários para que o computador funcione de forma adequada, como anti-vírus ou restauradores de HD.
A não ser que a pessoa seja da área de TI e crie soluções próprias como guardar arquivos e programas na nuvem ou zerar e restaurar o próprio HD de tempos em tempos, softwares gratuitos para manutenção do computador são soluções limitadas. Essa categoria de software no momento é a única que acho interessante adquirir como paga, pois será usada todos os dias do ano ou sempre que o computador for ligado.
Uso profissional
Fazendo trabalho remoto, me deparei com situações onde instalar ou baixar meu software de trabalho era impossível. Aí, ao lado do software livre, entraram os softwares portáteis e com versão gratuita.
Hoje, com o software pago online ou por assinatura eu adquiro o software quando o projeto pede ou cabe no custo do cliente. Fora isso uso o software livre equivalente.
Outra questão é o fato de que o software pago pode ser de uso vitalício ou por assinatura, ambos com seus prós e contras, conforme escrevi em outro texto. Então, se o software pago não é usado 30 dias por mês, há opções ao uso de software pirata e não estou ganhando dinheiro diariamente com o software (trabalho com várias áreas do design, então não é raro eu passar o mês inteiro sem usar um editor de vídeo ou de PDF, p. ex.) adquirir ou assinar software pago é uma decisão feita "na ponta do lápis".
Conclusões
Em tempo: o fato do software livre ter uma curva de aprendizado diferente do software pago ou gratuito não significa que é um "software pior"; se você acompanhar os bons softwares livres vai ver que estes tem recursos complexos, que o software pago só incorpora mais tarde (o LINUX em relação ao Windows é o melhor exemplo). O ponto fraco do software livre é a interface de usuário, pois o desenvolvimento dela depende de investimento em dinheiro, coisa que o software livre não tem, pois é fruto de trabalho voluntário.
Assim sendo, depois de aprender o básico do software livre, suas diferenças e equivalências com o software pago, o seu uso se torna mais fácil.
Acredito no software livre assim como acredito na popularização do software modular, mas esse é um assunto para outro texto.

Nenhum comentário:
Postar um comentário