quarta-feira, 9 de março de 2022

Guia do programa portátil

Imagem: DCT.com

Algumas vezes endemoniados, esquecidos ou ignorados, os programas portáteis são mais uma opção de ferramenta de trabalho mas demandam algum conhecimento como qualquer ferramenta ou modalidade.

Os primeiros programas portáteis que surgiram – programas que funcionam sem instalação, feitos de softwares livres instalados - não eram bem convertidos e não funcionavam bem em versões diferentes do Windows.

P.ex., era mais ou menos frequente um programa portátil que rodava no Windows XP não funcionar no Windows Vista nem num service pack (correção) diferente do próprio Windows XP. Hoje em dia esse problema acabou com os programas portáteis distribuídos por sites especializados como o site Portableapps.com ou com portabilizadores mais confiáveis.

Mas isso não significa que a portabilização dos programas hoje só é feita por profissionais espécializados. Muitos programas ainda são convertidos por pessoas que não são do ramo, e o pior: muitas vezes não existe portabilização profissional do programa desejado. Isso leva a situações e comentários comuns do tipo “programa portátil nem sempre funciona” ou “programa portátil só trava”. Esse estado de coisas é como problema crônico, não tem cura mas tem tratamento.

Nas propriedades do arquivo executável do programa portátil (teclas ALT + ENTER no Windows) há a opção de ‘Compatibilidade” que define em qual versão do Windows o programa será executado, além de opções desde "Executar como administrador" até "Desabilitar recursos visuais do Windows" inexistentes em versões anrteriores.
A parte demorada é ter de testar todas as opções, em diferentes combinações até achar a configuração ideal.

O principal é entender que quanto mais velha a versão do programa portátil (feito por não-profissionais) e novo seu Windows, maiores as chances de que o programa portátil funcione parcialmente ou não funcione: muitas gambiarras terão de ser descobertas ou contornadas; ao mudar de versão do Windows eu descobri num programa portabilizado que tenho de limpar o histórico de des/refazer ações do programa de tempos em tempos se não o programa não salva (!);  ele não reconhece mais os atalhos de teclado de algumas ações como des/refazer que só funcionam clicando no menu do programa.
E por ai vai.

Nesse momento é importante lembrar que o profissional não deve ser dependente da ferramenta para trabalhar. Assim sendo, usar outro software (e hardware) deve ser uma realidade de trabalho, a não ser que certas funções do programa não possam ser substituídas por equivalentes/semelhantes em outro programa (questão mais pessoal e de produtividade do que técnica). 

Migrar a ferramenta e o conteúdo produzido deve ser algo tão real quanto fazer backup diário do trabalho na nuvem. Acredito que a geração nascida no século XXI, já habituada ao digital, esteja mais dentro desse paradigma do que a geração nascida no século XX.

Por fim, vale lembrar que ferramentas digitais podem ser do tipo instaladas, portáteis e até online. Cada uma traz seus prós e contras e devem ser usadas conforme a situação.

Por exemplo: o navegador web portátil pode não atualizar automaticamente, demandando atualização manual (requerendo conhecimento técnico!) ou impedindo a navegação em sites com aplicações de segurança (comércio eletrônico, p.ex.),
Neste cenário usar o software instalado, atualizado, acaba sendo mais coerente.

Por outro lado, se a pessoa está em trânsito e não pode usar a internet nem instalar programas, o programa portátil acaba sendo a solução mais viável.

Por fim, muitas vezes usar um programa online pra fazer apenas-uma-coisa acaba sendo até mais rápido do que abrir o programa instalado ou portátil (pesado, que faz trocentas coisas). Eu estou usando réguas de tela  nessas situações.

Enfim, essa visão geral sobre programas portáteis é importante para quem deseja tirar o melhor proveito desse tipo de ferramenta digital.


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