sábado, 3 de janeiro de 2026

Google Notebook LLM: primeiras impressões

Wallace Vianna é designer



Comecei a testar o Google Notebook LLM (GNL) assim que comecei a ler sobre ele na internet. A premissa é boa: num só lugar poder reorganizar, resumir, reapresentar informações multimídia (texto, áudio, imagens, vídeo). Pra quem estuda isso é fundamental pra agilizar o aprendizado; pra quem precisa fazer apresentações ou relatórios é um ganho de produtividade absurdo. Mas ao fazer testes...

Uma coisa que é básica ao analisar tecnologias, serviços é fazer testes extremos, do mais simples ao mais complexo e nesse quesito o Google Notebook LLM ainda é uma promessa pro futuro do que pro presente. Testei a versão no navegador web e no aplicativo de celular; em PC e smartphone e as diferenças foram pequenas.

Usar a URL de um site e pedir resumo não funcionou, pois o GNL ainda precisa aprender a separar a informação do entorno (página web) e isso inclui imagens e propagadas no meio do texto. Tive de usar o famoso copiar e colar texto, mesmo.

Acredito que com conteúdo de vídeo fazer um resumo seja mais tranquilo, embora as propagandas estejam inseridas ali também, seja dinamicamente (por programação) ou no próprio conteúdo.

Gerar conteúdo reformatado (apresentação, cartões de jogos, áudio) entra nesse rol de dificuldades, pois, mas minhas tentativas, o GNL não conseguiu converter conteúdos (somente texto!) em todos os formatos oferecidos, o que pode ser tanto uma limitação do conteúdo (informação difícil de ser convertida em outra linguagem de comunicação ou formato) como do aplicativo.

Enfim, bato palmas pra iniciativa, tem tudo pra evoluir a partir do momento em que o usuário do site consiga informar onde começa e termina o conteúdo relevante ou o aplicativo consiga descobrir isso por si mesmo (o que seria o ideal).

Google, IA e buscas na internet: novos paradigmas

 Wallace Vianna é designer

Imagem: FreepikJuice FishPetaPixel

Demorou mas finalmente as IAs/Inteligências Artificiais - as mais famosas - estão adotando os buscadores de internet como principal parâmetro pra exibir resultados.

As IAs menos famosas faziam isso desde o início, mas agora gigantes como ChatGPT e Gemini estão indo além dos bancos de dados coletados na internet (sites específicos ou verticais) e considerando os resultados de buscadores de internet (sites genéricos ou horizontais).

Isso não significa que o GEO (ou otimização para mecanismos Generativos) vai deixar de existir ou que as IAs vão priorizar o SEO (Otimização para Mecanismos de Busca). Creio que ambos conceitos e outros novos que surgirão como o AEO (Otimização de Mecanismos de respostas) - uma divisão da IA generativa - irão fazer parte do nosso dia a dia profissional.

Então o foco das nossas presenças na internet parece ter voltado aos buscadores tradicionais; mas ficar atento às novas tendências do mercado sempre será fundamental.

domingo, 23 de novembro de 2025

Redes sociais e anti-sociais

Wallace Vianna é designer e blogueiro

Imagem: Freepik e Piki Super Star

[Opinião]

Não é de hoje que o Facebook se tornou uma pedra no sapato pra Mark Zuckerberg.

Desde o escândalo eleitoral envolvendo o Facebook e a Cambridge Analitica (manipulação artificial de usuários via rede social) essa rede se tornou um problema; o que antes era conhecido de seus usuários se tornou público para quem nem usava a rede. O modelo de rede social que o Facebook difundiu pelo mundo faliu: a retenção artificial de usuários pra vender propaganda virou estímulo à comunicação tóxica. A moderação da comunicação tóxica deu lugar a moderação de baixa qualidade.

Isso explica em parte certas ações da Meta, proprietária do Facebook, InstagramWhatsApp e Threads, como compartilhar postagens entre as redes e até compartilhar usuários - pra usar o Threads é necessário conectá-lo à sua conta do Instagram (e não do Facebook!). 

Trazer conteúdos e usuários de outras redes é uma tentativa de melhorar a frequência de pessoas e a qualidade das postagens.

Certo, a Meta também deseja criar um ecossistema semelhante a redes abertas e concorrentes como o Mastodon e BlueSky, mas as semelhanças param aí.

Outra ação que diz muito mais nas entrelinhas é moderação do Facebook. Há algum tempo ela tem sido igual ao garçom que joga água com sabão no chão, sinalizando aos clientes que precisam ir embora, pro o bar poder fechar. Nesse caso a moderação ruim era uma desculpa cujo o objetivo parecia ser (é?) esvaziar o Facebook.

Mark Zuckerberg nunca poderia simplesmente acordar e mandar fechar o Facebook (como justificar isso pros investidores e anunciantes?) por mais inconveniente que essa rede tenha se tornado. Mas se ela se esvaziasse por si mesma como o finado Orkut, nenhum problema - muito pelo contrário!

O fato da Meta ter criado uma nova rede social -  a Threads - um microblog num formato distante do Facebook é mais do que um desejo de progredir, é um sinal de reconhecimento da falência do Facebook como modelo de rede social. É o caso do filho pródigo que virou ovelha negra: alguém que merece ser afastado mas não pode ser deserdado.

A lição que fica é que redes sociais como o Orkut dificilmente teriam sucesso, hoje. E que redes sociais são um espaço social onde o modelo de conduta tem que vir de cima e ser presente; e que a propaganda é necessária, mas não deve ser a única medida numa rede social.



quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Aplicativos desktop, online e offline


Protopea.com recupera arquivos quando o navegador trava ou fecha.


Opinião
Assim como a responsividade e UX/UI dos sites na web ainda precisa melhorar, as aplicações online ainda tem um certo caminho a percorrer, para se equivaler às aplicações offline ou em micros de mesa/desktop. Eu utilizo o programa online Photopea, gratuito (suportado por propaganda) equivalente a um outro  famoso programa pago - lembrando que software livre, gratuito e pago não concorrem no mercado; assim sendo, softwares da mesma categoria e com mesmo modelo de negócio (faturamento) é que concorrem entre si.

Posto esse cenário, discuto aqui algumas características do software online e offline:

quarta-feira, 10 de setembro de 2025

Tudo o que merece ser feito

Alexandre Soares Campos é Coordenador Técnico de Software

“Tudo o que merece ser feito, merece ser bem feito”.

Essa é uma das frases feitas que nortearam e continuam norteando a minha vida e minha carreira profissional. Posso garantir, fez toda a diferença do mundo.

Você indicaria para a empresa em que você trabalha um amigo, parente, conhecido, colega de trabalho, cuja postura profissional e qualidade do serviço sejam duvidosas?

Quando estava na faculdade, o professor de banco de dados (PL/SQL) aplicou uma prova. Ele nos deu um cenário, um modelo de dados e várias questões a serem respondidas. Criou uma base de dados para cada aluno e fomos para o laboratório fazer a prova. 

Uma das questões era informar o valor total de vendas. 

“Selectsum(valor_total) fromtb_pedidos“

Esse era o comando. Mais simples impossível. Vamos supor que o valor total era 1.000.000,00.A questão valia 1.0, tirei 1,0.

Um colega achou o mesmo valor: 1.000.000,00. Porém sua nota foi 0.5. 

Ele havia achado o mesmo valor que eu, porém sua solução foi um tanto mais complexa. Ele criou uma variável totalizadora, depois fez um cursor e percorreu cada registro da tabela totalizando o valor das vendas.O professor, questionado, disse a ele, que ainda que ele tivesse chegado à mesma informação, sua solução não era a melhor, longe disso, tinha um custo alto para a base de dados. Imagine se eu tivesse bilhões de registros nessa base de dados?

O papel do desenvolvedor de sistemas não é só dar a informação correta. Isso é obrigação. Mas é preciso sempre dar a melhor solução, a mais eficiente e a que consome menos recursos. 

Não estou aqui também falando para fazer aqueles códigos malucos, que ninguém entende, sem comentários. A manutenabilidade do software é um dos pilares da Engenharia de Software

Como todos já devem ter ouvido falar, é preciso escrever código para os outros.

Uma vez ouvi um analista falar sobre um programador. “Ele é tão bom, mas tão bom, que só ele consegue entender o código que ele faz. O cara é fera”

Alguém em sã consciência contrataria um profissional desses? Você se arriscaria a ter um programa feito por esse programador, ser deixado na mão, e depois ter que mexer nesse código? Nem pensar.

Para que um trabalho seja feito com o devido padrão de qualidade, é preciso que o desenvolvedor comece a fazê-lo do jeito certo, esse negócio de depois eu faço a documentação do programa é conversa mole. Depois de pronto, a documentação é sempre deixada para lá. Mesmo que algum desenvolvedor se prontifique a voltar ao código para documentá-lo, as ideias já não estão mais frescas. Certamente ficará a desejar.

As vezes, fazemos mágica para dar uma solução para que o usuário tenha o que pediu, mas não é porque “ninguém irá ver” o que está por trás do código que podemos fazer qualquer coisa.

Saber utilizar o melhor das ferramentas, simplificar a solução, performance, legibilidade do código, documentação, otimizar o algoritmo é obrigação de qualquer desenvolvedor que queria ser considerado de ponta, que quer ter o seu nome lembrando sempre que alguém pensar em sistemas. Lembrem-se também que um dia, você irá embora, quem chegar irá ver o que você fez.

Qual reação você deseja que essa pessoa tenha ao ver o seu código: que coisa horrível, ou, nossa, que código bem feito, dar manutenção aqui vai ser mole?

Pensem nisso.

Imagem: Vecteezy/vector-charm



sábado, 31 de maio de 2025

A evolução e o drama da área de software

[Opinião] [Engenharia de software]

Wallace Vianna é desenvolvedor web.


Esse vídeo (em português do Brasil mas com legendas traduzidas automaticamente para o inglês) fala sobre a área de software e dos impactos atuais negativos que sofre com a IA, mas serve para qualquer área profissional atual, uma vez que o mundo digital está em todos os ramos das nossas vida.

Vale uma reflexão que li de um programador, sobre a IA: "a IA vai acabar com o mundo, mas não matando as pessoas, e sim tornando fácil o que deveria ser difícil".

quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

MS Edge inova no design de navegador web

Wallace Vianna é desenvolvedor web

A Microsoft criou recurso que permite carregar o navegador GC/Google Chrome dentro do MS Edge pra permitir ver páginas que não aparecem em outros navegadores.

Pode ler a matéria aqui.

Na verdade é uma forma de trazer/fazer os usuários do GC para usar o MS Edge, pois o MS Edge já usa a engine/base tecnológica do GC.

Se o Edge também  abrisse páginas usando o Firefox e outros navegadores "não-chromium" seria ótimo pra acabar com a "guerra dos navegadores web".

Outra coisa boa seria o MS Edge (e o GC) poder descartar da memória a maior parte do navegador móvel, pra carregar páginas mais rápido, acabando com a mensagem "não foi possível concluir a tarefa por falta de memória".

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