terça-feira, 22 de agosto de 2023

Smartphones, obsolescência programada e tecnologia

Imagem: BHRecicla.com.br

Fui comprar uma bateria nova pro celular - a última daquele aparelho, que, mesmo funcionando, não tinha mais upgrade ou atualização pra poder continuar usando (em conformidade com a obsolescência programada dos celulares).
Curiosamente a bateria estava na metade do preço das anteriores que comprei.

Pensei comigo: como a fabricante do aparelho parou de fabricar celulares, as baterias dessa marca, que ainda existem na praça, estão com valor de mercado baixo agora. Além disso, os celulares atuais tem a bateria soldada na placa-mãe - vender baterias deixou de ser um bom negócio.

Sem querer entrar no mérito ou demérito desse estado de coisas, mas entrando, acompanhar a dinâmica dos preços é algo interessante, pra quem tem educação financeira.

Por exemplo, meu próximo celular vai ter bateria móvel, contrariando a moda, pois a UE/União Européia está se posicionando contra essa prática de celulares com bateria fixa, que aumentam o descarte de material eletrônico na natureza. Mesmo sendo considerado um modelo "antigo", meu próximo celular será de bateria móvel, pois o que preciso é de um celular com sistema operacional atualizado, pra rodar os aplicativos que preciso para trabalhar. A minha visão de obsolescência é orientada ao uso sustentável e necessidades atendidas.

Num mundo ideal eu teria 2 smartphones ou uma tablet e um smartphone - um aparelho para uso de telefone e outro para trabalho. Explico: ter um modelo "mais antigo" é úti pra meu trabalho de webdesigner - preciso saber como aparelhos mais velhos exibem as páginas da web que eu desenvolvo. Mas também preciso ter acesso ao estado da arte da tecnologia, ou seja, preciso ter um pé no passado e outro no presente.

Em resumo: observar que há como baratear o custo na compra de celulares, seja através de aparelhos OEM/fora-da-caixa seja com bateria móvel, acaba sendo um diferencial para se economizar na compra desses equipamentos. E esse raciocínio vale para equipamentos diversos, de máquinas fotográficas e até computadores de mesa.

Outra coisa a se analisar é o que uma tecnologia oferece em relação aos seus similares do presente ou passado.
Eu não tenho pressa de adquirir um celular com 3 ou 4 lentes, pois acho que a lente da câmera do celular deve ser como a da máquina fotográfica, com ajustes de foco e zoom manual (e não uma lente para cada situação de fotografia). Vou pacientemente aguardar essa tecnologia evoluir até chegar ao parâmetro que penso ser o melhor: equiparado às máquinas de fotografia. Enquanto isso acontece, os preços dos celulares-de-4-câmeras vai baixar, me permitindo adquirir essa tecnologia a preços mais razoáveis que hoje, até chegarmos aos smartphones com câmeras multifocais, de lente única.

Como costumo dizer, passado, presente e futuro andam de mãos dadas. Basta observarmos a vida com atenção.


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